O Mar Começa Aqui | Trabalhos 2021

Escola Básica com Pré-Escolar de Santo António e Curral das Freiras - sede (Funchal)

Fase I - Escola: proposta

Memória descritiva da imagem:
Memória descritiva da imagem:
Esta imagem é composta por alguns animais marinhos que residem no Oceano Atlântico, ao redor da Ilha da Madeira, e por outros que poderão passar por cá nas suas rotas migratórias. Segue alguma informação mais detalhada sobre cada um deles, no que diz respeito à sua distribuição geográfica e ao seu estatuto de conservação.
Octopus vulgaris – Polvo
Distribuição geográfica - É encontrado no Atlântico Nordeste e Mar Mediterrâneo, Península Ibérica e nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Estatuto de conservação - Não avaliado (não extinto)
Ophidiaster ophidianus – Estrela-do-mar
Distribuição geográfica - Mar Mediterrâneo e Atlântico Nordeste. Da costa norte de África para sul até ao Ilhéu de Rolas em São Tomé, incluindo os arquipélagos dos Açores, Madeira, Selvagens, Canárias e Cabo Verde.
Estatuto de conservação - Não avaliado.
Caretta caretta- Tartaruga comum
Distribuição geográfica – Ampla distribuição por águas tropicais e subtropicais. Percorre todos os oceanos, é muito comum no Atlântico e no Mediterrâneo, e encontra-se com frequência na costa portuguesa.
Estatuto de conservação - Vulnerável. As tartarugas não estão livres de perigo nas nossas águas. Regularmente dão à costa animais que sofreram enredamentos ou foram pescados acidentalmente pelas várias artes de pesca.
A Madeira é uma das áreas portuguesas com mais tartarugas. Todos os anos aparecem animais doentes ou feridos, às vezes enredados em cabos e linhas de pesca. Muitas destas tartarugas ficam presas pelas barbatanas e, na tentativa de se soltar, enredam-se ainda mais, fazendo garrote e cortando a circulação à pata a qual apodrece no corpo.
Tursiops truncatus- Golfinho-roaz
Distribuição geográfica -Águas tropicais, subtropicais e temperadas de todos os oceanos, tanto em águas costeiras como em oceanos, podendo inclusive surgir em baías, estuários, lagoas e canais, e, ocasionalmente, em rios.
Estatuto de Conservação- Pouco preocupante.
Balaenoptera musculus-Baleia azul
Distribuição geográfica - A baleia azul, pertencentes à ordem Cetacea e sub-ordem Mysticeti (cetáceo com barba), utilizam os mares da Madeira temporariamente durante as migrações que efetuam anualmente entre as águas tropicais e sub-tropicais e as águas temperadas frias e as águas geladas do Ártico.
Estado de Conservação- Em perigo. Durante muitos anos, a caça à baleia-azul foi intensa, levando a espécie quase à extinção. Entretanto, alguns problemas ainda afetam as populações de baleias-azuis, como a degradação de seu habitat; a pesca intensiva de sua maior presa, o Krill; as capturas acidentais; e as colisões com embarcações.
Carcharodon carcharias – Tubarão-branco
Distribuição geográfica - Os tubarões-brancos podem ser encontrados em quase todos os oceanos do planeta, nas placas continentais à volta dos continentes, já que aí abunda normalmente uma grande quantidade de alimento. Podem ainda ser encontrados no Mar Mediterrâneo e no Mar Vermelho, evitam as águas mais frias junto aos oceanos Ártico e Antártico.
Estado de conservação- Vulnerável (está ameaçada, em risco de extinção).
Vítima da pesca comercial e desportiva, a espécie é considerada vulnerável pela União Internacional de Conservação da Natureza, a caça e o abate deliberados são protegidos pela Convenção para a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens.
Grapsus adscensionis-Caranguejo-judeu ou cabra
Distribuição geográfica- Macaronésia: Açores, Cabo Verde, Canárias e Madeira.
Estado de conservação - Degradação e destruição do habitat e poluição marinha. Captura para consumo humano. Estatuto de conservação (IUCN 2001): DD- os dados disponíveis não permitem concluir o real estado de conservação, sendo necessários mais estudos para tal.
Pragus pragus – Pargo
Distribuição geográfica- É encontrado no Atlântico Nordeste, no Arquipélago da Madeira e Mar Mediterrâneo, onde os juvenis se encontram em zonas pouco profundas e abrigadas, migrando para zonas mais profundas ao longo da vida, até aos 300 m.
Estado de conservação – Pouco preocupante.

Proposta de imagem a pintar:

Memória descritiva do projeto:
Escola: EB/PE de Santo António e Curral das Freiras – sede
Professora coordenadora da atividade: Isabel Branco (E.V.)
Número de alunos envolvidos: 20
Idades: 11-13
Ano de escolaridade dos alunos: 7.º
Síntese das várias fases do projeto:
O desafio foi abraçado pela docente de Educação Visual do 3.º ciclo (prof.ª Isabel Branco) que também tem a seu encargo o Clube “Modalidades Artísticas – Artes Plásticas”.
Foram articulados os conteúdos da disciplina de Educação Visual (técnica e materiais de desenho) na elaboração do projeto. Num contexto de ensino à distância, no 2.º período, os alunos da turma B do 7.º ano dedicaram-se na pesquisa autónoma e elaboração orientada, à distância, do desenho.
Os alunos elaboraram estudos preparatórios de forma e cor tendo em conta a escala do sumidouro e de acordo com a sua criatividade. Posteriormente, realizaram o desenho final utilizando como técnica principal o lápis de cor.
Os alunos da turma fizeram uma pré-seleção dos melhores trabalhos. A partir desta seleção, a professora de E.V. e a Coordenadora do Eco-Escolas realizaram a avaliação e a seleção do trabalho final considerando a originalidade, a criatividade e a execução técnica. Também foi tido em conta a mensagem “positiva” que a imagem transmite de um oceano limpo e cuja biodiversidade está preservada e os seres coabitam de forma harmoniosa. O trabalho escolhido é da autoria da aluna Ana Francisca Santos. Quanto ao trabalho selecionado, a memória descritiva da imagem foi revista pela professora de Ciências Naturais também membro da equipa do Eco-Escolas (prof.ª Carla Duarte).
A concretização da pintura será realizada em articulação com o Clube “Modalidades Artísticas – Artes Plásticas” e está prevista para a semana de 8 de junho de forma a assinalar o Dia Mundial dos Oceanos. Essa comemoração será feita com a divulgação do projeto através da exposição dos trabalhos realizados pelos alunos da turma e da publicação de uma notícia no site da escola.

Fase II - Escola: execução

Fase II - Município: evidências