O Mar Começa Aqui | Trabalhos 2021

Escola S/3 de Pinhel (Pinhel)

Fase I - Escola: proposta

Memória descritiva da imagem:
O MAR COMEÇA AQUI – MEMÓRIA DESCRITIVA DA IMAGEM
A ideia que surge na base da criação desta imagem refere-se ao facto de que nós, sempre explorámos e continuamos a explorar e a consumir os recursos que o mar nos oferece, nomeadamente o pescado.
A cana de pesca simboliza a atividade piscatória, uma das formas que o Homem usa para explorar os recursos do mar que vêm parar ao nosso prato de refeição. No entanto, o que agora pescamos já não é um simples peixe, mas, um peixe que vem contaminado por todo o lixo que vai parar ao mar e que o próprio acaba por consumir, daí representarmos o peixe cheio de cores, cores essas que representam a infinidade de lixo que vai parar ao mar por ação humana. Assim, o peixe tem já um lado obscuro, lado esse, representado pela sombra cinza que o acompanha.
Na base da imagem temos representado o mar cheio de resíduos, de onde provém o peixe que pescámos e que iremos consumir acompanhado por todo o lixo que descuidadamente atiramos para o chão e, que foi parar ao mesmo.
O peixe come o lixo que nós lhe “oferecemos”, e nós comemos o peixe que o mar nos dá e o lixo que anteriormente lhe demos: estranho, não é?
A simplicidade que a imagem acarreta tem a ver com o seu objetivo final, ou seja, correta exequibilidade do projeto no seu todo.
A falta de consciência individual no correto tratamento dos resíduos leva o ser humano a prejudicar, não só todo o ambiente aquático como também a si próprio e à sua saúde.
Quanto às cores usadas na imagem: o azul representa o planeta “azul”, a tranquilidade e serenidade do mar, ao mesmo tempo, a frieza e monotonia do mesmo; o cinza da sombra do peixe representa o lado obscuro das ações descuidadas do Homem contra a natureza, a ausência de emoções; o colorido que compõe o peixe e também o mar (base) quer dar significado à complexidade e infinidade de lixo que o Homem produz e que descuidadamente não trata convenientemente.
Joana Pires 11ºB e Professora Virgínia Lopes (AEP)

Proposta de imagem a pintar:

Memória descritiva do projeto:
As questões ambientais estão hoje na ordem do dia. Aos olhos dos mais atentos tornou-se crucial adotar práticas sustentáveis de modo a reverter os efeitos nefastos de um estilo de vida que se veio adotando e que em nada tem a ver com o que necessitamos neste momento. Também aos olhos destes que estão mais atentos, já se torna um choque constatar que ainda há pessoas que se comportam de uma forma que parece que, quando este planeta se esgotar/estragar existe ali ao lado outro, novo e prontinho a utilizar!
É com base nestes inquietantes pensamentos que um grupo de cinco alunas da turma B do décimo primeiro ano da vertente de Artes Visuais (com idades entre os quinze e dezasseis anos), a Professora Virgínia Lopes (coordenadora do projeto Eco-Escolas), o Professor Maia Caetano do Agrupamento de Escolas De Pinhel e a Engenheira Sandra Manuela Pacheco da Câmara Municipal de Pinhel), resolveram “agarrar” a ideia de que o mar começa bem longe dele, em cada uma das nossas ações individuais e coletivas.
Não separar os resíduos, não tratar o lixo convenientemente, não reduzir, não reutilizar e deitar o lixo para o chão são comportamentos que desejamos mudar e até contrariar. Por isso mesmo a dedicação foi imensa na criação desta imagem que “entrará” de forma permanente e até inconsciente na mente de quem por cá passa. A verdade, queremos querer, não será indiferente a ninguém e fará certamente parar para pensar e olhar de forma diferente para as sargetas da escola e da cidade.
Após debater esta preocupação (ambiental marítima), o passo seguinte levou-nos à criação de diversas imagens que refletem o arrastamento dos lixos depositados no chão através do escoamento superficial das águas para as sargetas. A ligação deste lixo de escorrência à nossa mesa, foi apenas um salto, uma vez que nós consumimos o peixe que consome o lixo que nós lhe oferecemos.
Neste caso, a arte fará refletir sobre um assunto que muitos nunca se lembram. Será incomodativa, será difícil de não se notar e não demonstrar que afinal é mesmo verdade: tudo o que deitamos ao chão, mais tarde ou mais cedo, vai parar ao mar e, mais tarde ou mais cedo … á nossa mesa!
Professora Virgínia Lopes e Professor Maia Caetano (AEP)
Eng. Sandra Pacheco (CMP)
Alunas Cláudia Monteiro, Eva Santos, Joana Pires, Raquel Vicente e Sofia Faro (11ºB – AEP)

Fase II - Escola: execução

Fase II - Município: evidências