O Mar Começa Aqui | Trabalhos

Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (Vila Nova de Famalicão)

Fase I - Escola: proposta

Memória descritiva da imagem:
A imagem foi concebida para transmitir a ideia de que a partir de cada sarjeta há vida- uma multiplicidade de espécies- que está ameaçada pela utilização excessiva de detergentes e pelo facto de nos descartarmos dos plásticos ou beatas de cigarros de forma irresponsável.
As expressões “faciais” dos plásticos, detergentes e beatas de cigarro representam a agressividade destas substâncias para os ecossistemas.
O polvo representado agarra-se à água como quem se agarra à vida, a sua expressão de aflição parece apelar a uma atitude cívica por parte de quem passa, por vezes, apressadamente, nas ruas da cidade ou no recreio da nossa escola.
A estrela do mar saiu do seu ecossistema e vem até nós, representando o desespero destes seres vivos que apesar de terem uma enorme capacidade de regeneração estão a desaparecer do ecossistema marinho, devido à poluição.
O peixe representa espécies da costa Portuguesa (sardinha, carapau, faneca…) que procura viver feliz no ecossistema marinho fugindo dos “predadores”: plástico, beatas e detergentes. A sua escolha sublinha importância económica do mar e a necessidade de proteção deste recurso.
O cágado representa espécies autóctones (cágado de carapaça estreada e o cágado mediterrânico) que estão ameaçadas devido ao surgimento de espécies exóticas.

Proposta de imagem a pintar:

Memória descritiva do projeto:
Escola: Escola Secundária Padre Benjamim Salgado
Coordenadora: Paula Catarina Soares Moreira
Alunos: 1 aluna de 13 anos, do 8º ano
Projeto
Primeira fase: leitura do regulamento e discussão do projeto.
A aluna após a leitura atenta do regulamento, inteirou-se da dimensão da sarjeta a pintar e começou a delinear o desenho.
Começou por discutir a escala e optou por uma escala 1/3. Seguidamente, refletiu sobre as espécies que queria representar e os critérios de seleção. A estrela do mar foi escolhida por questões emocionais, pois remete para as marés baixas e a variedade de vida que se pode observar na praia frequentada pela aluna. O polvo foi escolhido por razões criativas e estéticas, pois a autora queria uma espécie que se agarrasse à vida e que “falasse” com os traunseuntes.
O cágado foi escolhido para representar as espécies autóctones (cágado de carapaça estreada e o cágado mediterrânico) que estão ameaçadas devido ao surgimento de espécies exóticas
O peixe foi escolhido para representar as espécies autóctones utilizadas para consumo humano.
Assim, os critérios de seleção relacionam-se com a ligação emocional às espécies representadas ou a pertinência da sua inserção no projeto.
Segunda fase: rascunho do projeto
A principal dificuldade esteve relacionada com as medições. Após ultrapassado esse obstáculo começou a executar rascunhos. Na videoconferência que mantinham com a professora de Educação Visual que se associou ao projeto para orientar as questões estéticas, retiravam dúvidas e fundiam as ideias num único projeto.
Terceira fase: execução
Após discussão das ideias encontrou-se um projeto que agregava as diferentes opiniões. Era tempo de executar o projeto, de escolher cores, de discutir pormenores…
Depois de muita borracha gasta, de muitas horas na plataforma Teams e de alguns rascunhos rasgados, surgiu este projeto que tanto nos orgulha, pois reflete a capacidade que os jovens têm de ultrapassar obstáculos.

Fase II - Escola: execução

Fase II - Município: evidências